237 mil pessoas ingressaram no trabalho informal em Aracaju

É cada vez mais comum entrar em um coletivo em Aracaju e se deparar com vendedores de balas, pomadas, salgadinhos e até mesmo escovas de dente, um dos produtos que Edilton Batista comercializa há dois anos dentro dos ônibus da capital. Nascido no Ceará, Edilton tem 35 anos e a há seis não trabalha de carteira assinada. Segundo ele, trabalhando de seis a dez horas por dia, consegue uma renda de R$ 1200,00 por mês, e explica que um salário-mínimo com os descontos não dá pra sustentar sua família.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD do 1º trimestre de 2019 feita pelo IBGE, atualmente 163 mil pessoas estão desocupadas em Sergipe. Com menos pessoas no mercado formal, mais pessoas ingressaram no trabalho informal, cerca de 237 mil pessoas segundo dados do primeiro trimestre de 2019 (Janeiro a Março), 1,9% a menos em relação ao último trimestre (Outubro a Novembro/2018) que tinha 241 mil pessoas no trabalho informal. Apesar de uma variação numérica ela não é estatisticamente significativa e a situação é de estabilidade para pessoas desempregadas ou no trabalho informal.
Felipe dos Santos tem 20 anos, é estudante e está desempregado. Possui carteira de trabalho e está há 3 anos distribuindo currículo. Enquanto isso, trabalha diariamente cerca de 12 horas por dia “É chato, cansativo, muitos fecham a porta, o pessoal não gosta.”
Segundo Augusto Magalhães, diretor de transporte da SMTT, a prática comercial interna nos ônibus é proibida. Porém, dentro dos terminais é permitido a comercialização por parte de ambulantes que possuem cadastro na SMTT. “Estamos fazendo um levantamento de todos os ambulantes que são cadastrados para a gente adotar providências para retirar aqueles que não são cadastrados.”
Produção da disciplina Laboratório de Jornalismo Integrado I - 2019.1
Repórter - Caroline Rosa
Orientação - Professores: Josenildo Guerra, Cristian Góis e Eduardo Leite
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