Para receber mais este reforço, o idoso que tomou a terceira dose há quatro meses pode se dirigir a qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade
Por Netto Ribeiro

Sobre a população idosa incide o fator da imunogenicidade da vacina, que é a reduzida capacidade do corpo reagir e criar anticorpos a partir da imunização. (Foto: Secom/PMA)
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aracaju segue com a aplicação da quarta dose de imunizantes contra a Covid-19 nos idosos. Dados sobre a doença no município continuam indicando uma maior taxa de infecção e internamento desse grupo de risco. Durante a semana, a imunização contra a Covid-19 para qualquer uma das doses está disponível nas 45 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no horário das 8h às 16h; nos shoppings Aracaju Parque, Riomar e Jardins, das 8h às 17h; e no drive-thru do Parque da Sementeira, das 8h às 13h.
Segundo dados levantados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a letalidade da Covid-19 em Sergipe é maior entre os idosos, nos quais a taxa de mortalidade atingiu o índice de 21,6%. Ainda de acordo com a SES, a ampliação dos reforços é viável, já que há vacinas disponíveis no estado.
De acordo com a SMS, a necessidade dos reforços é maior entre os idosos, pois o envelhecimento reduz a capacidade do corpo de aprender com a vacina. Por esse motivo, a enfermeira Michelle Santos, ressalta a importância da cobertura vacinal de reforço para esse público. "A segunda dose de reforço é fundamental para os idosos, devido aos fatores naturais do próprio envelhecimento. É uma forma de relembrar ao sistema imunológico que ele precisa proteger e aumentar os níveis de anticorpos", destaca a profissional de saúde.

Michelle Santos, enfermeira de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ressalta a eficácia da vacina para que o paciente acometido pela covid-19 possa ter sintomas leves e brandos
Michelle Santos também falou sobre a seguridade da vacina. "Cada imunizante provoca no sistema imunológico um efeito, mas vale ressaltar que todos são seguros e têm como objetivo proteger o nosso organismo". E ainda explica as reações: "o papel da vacina é criar uma inflamação, fazendo com que o sistema imunológico responda a esse ataque, provocando a proteção, a barreira. Ele cria no nosso corpo uma memória para que, quando você for exposto novamente ao mesmo vírus, o corpo já tenha aquela célula de defesa específica para combater a infecção e não levar o organismo ao adoecimento", concluiu.
Ainda que os números continuem demandando atenção, as taxas já mostram uma evidente melhora. No primeiro semestre de 2020, apesar do índice de contaminação dos idosos ter sido de cerca de 12,3%, os casos de morte pela enfermidade atingiam um indicativo de 65,9%, dentre os 701 infectados.
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