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MAIS DO QUE UM RIO, UM AMIGO CHAMADO VELHO CHICO

Imagens reprodução: Caio Ribeiro/ Tv UFS

“Riacho do Navio corre pro Pajeú

O rio Pajeú vai despejar no São Francisco

Rio São Francisco vai bater no meio do mar

O rio São Francisco vai bater no meio do mar”

 

Essa estrofe, composta por Luiz Gonzaga e Zé Dantas em 1955, para “Riacho do Navio”, é uma de muitas canções que celebram a bacia do Rio São Francisco ou Velho Chico, como é popularmente conhecido o rio com extensão de aproximadamente 2.863 km, indo desde Minas Gerais, onde o rio nasce, na Serra da Canastra, até o Oceano Atlântico, onde deságua, depois de marcar a divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas. Esse percurso corresponde a 8% do território brasileiro, fazendo com que ele seja considerado o rio totalmente nacional de maior extensão. 

A importância do Velho Chico, entretanto, vai muito além do seu tamanho. Ao percorrer 505 municípios de seis estados (Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas), o rio atinge uma população de 15 milhões de pessoas e se torna não só fonte de renda para muitas famílias, mas também gerador de energia elétrica, atrativo turístico e personagem da cultura popular. 

Por ser um rio perene e ter o semiárido em 58% da sua bacia, o São Francisco é o maior aliado do sertanejo durante os períodos de seca. Em função desse cenário de estiagem, desde 2007, o rio passa por um projeto de transposição cujo objetivo é levar água por meio de adutoras para abastecer açudes e rios menores da região Nordeste. Ainda que a obra seja um sonho antigo na história do Brasil, a sua execução não ocorreu sem críticas, principalmente quanto a necessidade de revitalizar o Velho Chico, o que não ocorreu.

 

O São Francisco ainda é sede de cinco hidrelétricas, localizadas em Sobradinho, Apolônio Sales, Paulo Afonso, Luiz Gonzaga e Xingó. Esta última produz energia na divisa entre Sergipe e Alagoas, nos municípios de Canindé de São Francisco e Piranhas, desde 1987.  
 

Produção labotarial do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe

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Produção labotarial do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe

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